segunda-feira, 24 de março de 2008

Agora pode...

Pode chover, fazer sol e ate nevar...
Pode ser mais cedo, mais tarde ou ate atrasado.
Podia ser menor, mais cheio ou pela metade,
Azul, verde e branco ou só amarelo.
E se fosse barato, de graça ou trocado?
Se pudesse pegar, só olhar de longe, levar pra casa!
Um pouquinho mais, exagerado e também quase nada...

Ainda sim seria areia, mar e brisa...
Nuvem de algodão e mato bem verde.
Sol e chuva, guarda-chuva...
e também óculos escuro.
e saudade, e vontade de voltar.

sábado, 1 de março de 2008

Tempero baiano...

Vou colocar mais horas no prato.
Mais ordem, mais perdão que alho...
Escorrer a maldade, deixar secar o ódio,
bem passado quero a saudade e o abraço,
salpicados com pedaços de carinho.

Separe a sorte e a salsa, o samba e a valsa.
E a boa música em conserva, use-a.
Misture bem o humor com o cansaço,
a dor com as boas lembraças,
use as cores, coma com os olhos...
Use cheiro verde e cheire.

Coloque no forno a chatice,
com um pouco de mau humor,
jogue por cima a solidão,
esqueça até o cheiro ficar bom.
Chame bons amigos e saboreie...

Saboreie boas lembraças e risos,
deixe o riso perfumar a casa
pra que o tempero adoce a vida...
e a sua vida tempere o mundo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

...

Parece q o tempo parou,
as coisas nem mudam mais de lugar,
e a folha nem cai, e o vento nem leva,
e nem o pneu q furou se esvaziou,
num vazio imcompleto e estatico, vou...
vou, esperando passar, pairar no ar.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Sobrou...

Pra quem serei eu!?
Pra quem terei que me sacrificar?!
Minha morte, meus caminhos, vão pro mesmo lugar...
Meu lugar, me perco e me atropelo,
Me estrapolo, sem compromissos,
Sem fronteiras, omisso...

Meu compromisso, alguem tem ver com isso!?!!
Meu rótulo eu mesmo faço,
Minha dor sinto sozinho,
A cicratiz os outros só veem depois q cura...
Só uma passoa serve para o sacrifício,
Na maioria das vezes, você...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

ZzzzZZZZzzzz....

Quem disso que vc sabe!
Somos todos iguais...
Quer um artista burle...
Meio enxoval, meia amarela,
Bho bapoh peh, daco dim dim...
Somos mesmo!
Heroi de tela negra...
Sono? Quem, eu?!

Vá!

Pendure suas chuteiras,
seus saltos, seus autos e baixos.
Seja energia e descarregue-a!
Seja frio, quente, mas não morno.
Grite, fale baixo, diga a verdade! Mate...
Mate a mentira e a falsidade.
Ande na corda bamba da vida,
mas não em cima do muro e nem de olhos vendados.

Fora (d)e Controle

Quero o troco do que é de graça...
De volta o que não é meu, nem seu...
Duvidando do que nem acredito, vou.
Sem culpar, nem par pra dançar,
Vestido da companhia da solidão, estou...
Pronto! estou pronto, agora vou,
Me encontrar no desencontro,
No ponto, desaponto, apareço,
Solto, envolto...

Isolado, preso em pensamentos,
Preso, escrevo pra ser livre,
Palavras livres,
Palavras são livres,
Livres como pensamentos,
nem sei quem sou e nem me importo,
quem sabe quem é?

A maior prisão, nós q fazemos,
e ainda esquecemos das chaves,
e delas precisamos pra sair...
e quem disse que da pra sair!?
sem nem se quer entramos, mas estamos...
dentro e fora de nós mesmos.