domingo, 3 de agosto de 2008

Lutas

Ouviram do Ipiranga
Um grito brando!
Independência ou Morte!
Haveria coragem em um homem franco?
Ou dependeria da pura sorte?
E assim se foi, como no puro
Pensamento da imaginação
De um mundo distante
Que naquele instante
Lhe diria qual seria o campeão.
Para lutarmos, temos que deixar
O que mais gostamos
Porque se morrermos
Ele morrerá conosco.

05-11-1998

segunda-feira, 28 de julho de 2008

...as sombras

a tarde vai cedo e esconde o cedro
e as folhas caem, obedecendo o vento
e o vermelho vai vencendo o azul
e a escuridão a luz

a estrela maior vai deixando seu reinado
e seus raios as sombras
a grama ainda quente se transforma
aguardando o orvalho que vai chegar

as misturas, ainda opostos, são iguais
e são puros os aromas de boa noite
e puros os cantos e sons noturnos
e eterno um simples momento curto

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Pouco,...

Mania minha, e se repete
Até que alcance a rima
Ou rime o verso
E seja a prosa seu par.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Mágico...

Belas as luzes, velas...
As velas e o vento,
O vento nelas,
Me leva o ar e me lava o mar...
E me encanta!

A falta e a ausencia, e a solidão
E o silêncio meu abraço
No quadro mágico e vivo
Meu mágico e vivo quadro,
E me distraio!

Me completo ao fazer parte,
e me desprendo por completo
Leve-me, sou seu!
Deixe-me ser,
Contigo, um só.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Notas

Não serão belas histórias
Que me farão parar de sangrar...
Nem momentos bons
Quem me livrarão da morte.
Muito menos vai me trazer sorte.

Não seria o humor a minha prosa?
Nem o rancor minha poesia?
Muito menos a dor minha rima!
Falácia, vazia e muda, morta...
Entre sem esquecer de rimar a porta.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

tempo

Esqueçam a HORA e deixe o tempo,
o relógio ficou em casa, e o tempo.
Fujam de mim os ponteiros
e todas as suas engrenagens,
desamarem a pressa e a saudade
e leve no bolso somente o agora.

Agora seremos, Sós, seremos Nós...
Por um sempre instante agora,
Por um longo e breve sonho.
Pra sermos Só Nós,
Eu em algum tempo agora.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Overdose...

Malaco, melancolia, sou...
Disfarço, com meu escudo enfrento...
Todo um mundo e sozinho,
Deixo as pegadas da história,
Fácil de entender pra não ser...

Não ser difícil de explicar,
e nem difícil de achar.
Quem quiser pode seguir
e acompanhar o que faço, e
ouvir o que fiz ou cantar,
cantar comigo os causos...

Inventar, descobrir, recriar
tudo isso que ta pronto de imediato.
Quero a overdose,
Do riso quero gastar tudo...
Estar solto pra vida
e livre, livre pra morte.