segunda-feira, 16 de junho de 2008

Notas

Não serão belas histórias
Que me farão parar de sangrar...
Nem momentos bons
Quem me livrarão da morte.
Muito menos vai me trazer sorte.

Não seria o humor a minha prosa?
Nem o rancor minha poesia?
Muito menos a dor minha rima!
Falácia, vazia e muda, morta...
Entre sem esquecer de rimar a porta.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

tempo

Esqueçam a HORA e deixe o tempo,
o relógio ficou em casa, e o tempo.
Fujam de mim os ponteiros
e todas as suas engrenagens,
desamarem a pressa e a saudade
e leve no bolso somente o agora.

Agora seremos, Sós, seremos Nós...
Por um sempre instante agora,
Por um longo e breve sonho.
Pra sermos Só Nós,
Eu em algum tempo agora.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Overdose...

Malaco, melancolia, sou...
Disfarço, com meu escudo enfrento...
Todo um mundo e sozinho,
Deixo as pegadas da história,
Fácil de entender pra não ser...

Não ser difícil de explicar,
e nem difícil de achar.
Quem quiser pode seguir
e acompanhar o que faço, e
ouvir o que fiz ou cantar,
cantar comigo os causos...

Inventar, descobrir, recriar
tudo isso que ta pronto de imediato.
Quero a overdose,
Do riso quero gastar tudo...
Estar solto pra vida
e livre, livre pra morte.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Agora pode...

Pode chover, fazer sol e ate nevar...
Pode ser mais cedo, mais tarde ou ate atrasado.
Podia ser menor, mais cheio ou pela metade,
Azul, verde e branco ou só amarelo.
E se fosse barato, de graça ou trocado?
Se pudesse pegar, só olhar de longe, levar pra casa!
Um pouquinho mais, exagerado e também quase nada...

Ainda sim seria areia, mar e brisa...
Nuvem de algodão e mato bem verde.
Sol e chuva, guarda-chuva...
e também óculos escuro.
e saudade, e vontade de voltar.

sábado, 1 de março de 2008

Tempero baiano...

Vou colocar mais horas no prato.
Mais ordem, mais perdão que alho...
Escorrer a maldade, deixar secar o ódio,
bem passado quero a saudade e o abraço,
salpicados com pedaços de carinho.

Separe a sorte e a salsa, o samba e a valsa.
E a boa música em conserva, use-a.
Misture bem o humor com o cansaço,
a dor com as boas lembraças,
use as cores, coma com os olhos...
Use cheiro verde e cheire.

Coloque no forno a chatice,
com um pouco de mau humor,
jogue por cima a solidão,
esqueça até o cheiro ficar bom.
Chame bons amigos e saboreie...

Saboreie boas lembraças e risos,
deixe o riso perfumar a casa
pra que o tempero adoce a vida...
e a sua vida tempere o mundo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

...

Parece q o tempo parou,
as coisas nem mudam mais de lugar,
e a folha nem cai, e o vento nem leva,
e nem o pneu q furou se esvaziou,
num vazio imcompleto e estatico, vou...
vou, esperando passar, pairar no ar.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Sobrou...

Pra quem serei eu!?
Pra quem terei que me sacrificar?!
Minha morte, meus caminhos, vão pro mesmo lugar...
Meu lugar, me perco e me atropelo,
Me estrapolo, sem compromissos,
Sem fronteiras, omisso...

Meu compromisso, alguem tem ver com isso!?!!
Meu rótulo eu mesmo faço,
Minha dor sinto sozinho,
A cicratiz os outros só veem depois q cura...
Só uma passoa serve para o sacrifício,
Na maioria das vezes, você...